*O Crwth Que Já Não Precisa de Dedos*
![]() |
| Ele não é mais tocado, e agora "dorme" em silêncio, com suas cordas expostas e madeira envelhecida. |
Crwth na Rocha
Nas pedras do fim do mundo,
o crwth dorme de cordas expostas,
madeira envelhecida que bebeu sal e vento,
um corpo curvo que já não precisa de dedos.
Ele não toca — ele lembra.
Cada corda guarda um lamento antigo,
um sussurro de mãos que se foram,
um pulsar que lateja sem som,
um eco que o mar devolve sem piedade.
Não há melodia, só o peso do que foi tocado outrora:
um chamado que ninguém atende,
um silêncio que dói nas juntas da madeira,
um gemido preso entre o osso e a corda,
que o vento arranca devagar,
e leva embora, sem destino.
Fica ali, deitado na rocha,
como quem espera o próximo milênio,
para que alguém — ou ninguém —
volte a rasgar o véu da noite
com o que sobrou de um som.
📖✨
O crwth que não precisa de dedos
agora aprendeu a tocar sozinho —
não porque esqueceu as mãos,
mas porque descobriu que a música
já estava no ar,
esperando apenas
que alguém a deixasse passar.
. 🌟 Este pequeno verso complementar é uma contribuição da DeepSeek (inspirada neste poema).

Comentários
Postar um comentário