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Mostrando postagens de maio, 2025

***Encontrei Meu Lar na Montanha**

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A montanha como escolha, não exílio.  " Morada das Alturas "**   *" Inspirado em Han-shan, monge-poeta da dinastia Tang"*, com  seu tom de solitude e comunhão com o inóspito."* ---   Na montanha que corta o céu,   minha cabana é um osso   cravado no flanco da rocha.   Os pássaros — únicos mensageiros —   riscam o vento com asas   e não perguntam por que subi.   Abaixo, o mundo se desfaz:   rastros humanos são apagados   pela chuva que sobe em névoa.   O que há além da minha porta?   Nuvens tecendo mortalhas   para os picos que já foram deuses.   Vivo entre estações:   a primavera escorre   no musgo das pedras;   o inverno entalha   meu nome no gelo.   ⛰⛰⛰ Dois poemas, um original de Han-shan, e outro adaptado.  ***"Original"*** Nem nuvens nem pássaros alcançam este lugar.   N...

**Fotos São Silêncios Emoldurados**

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  " O café esfriou, o diálogo também.    Mas o silêncio que ficou   ainda espera resposta.   "A xícara vazia,   o banco vazio,   e eu no meio —   traduzindo   o silêncio   que os dois   nunca disseram."*    *"O tempo não para. Só a gente.     (E, às vezes, nem isso).   *"Banco repintado —   o vento traz folhas novas   para velhos segredos."*   " Banco vazio —   o idoso se foi,   deixou só o vento   e meu texto   como testemunhas."*   "Entre o que falamos e o que sentimos, há um silêncio que vale um blog inteiro.   Imagens não precisam de palavras.   Elas são  o intervalo   entre o que senti   e o que te contei."*   Me conta nos comentários: qual seu tipo de silêncio favorito?  (O que une, o que protege, ou o que...

* O Tempo Não Para*

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9 *Relógio sem números** (para o tempo que o silêncio suspende).      **Varanda vazia** com uma xícara decafé frio  (simboliza diálogo interrompido).      **Reflexo em um espelho embaçado** (Mulher desfocada, sugerindo algo não dito).   *" Esta imagens não precisamde palavras.   Elas são é  o intervalo   entre o que senti   e o que te contei."*  📸 *" Fotos são silêncios emoldurados. ⌛🛎 O tempo não para. Só a gente.     (E, às vezes, nem isso).   *"O café esfriou, o diálogo também.     Mas o silêncio que ficou     ainda espera resposta.   O tempo não para. Só a gente.     (E, às vezes, nem isso).  

*Folhas de Outono*

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*"Banco vazio —   o idoso se foi,   deixou só o vento   e meu texto   como testemunhas."*     *"O outono me deu um poema que eu não sabia que precisava.  Um idoso no banco da praça,   as folhas —   tantas que nem sei   se são outono   ou páginas rasgadas   de um diário alheio.   **No seu texto:**   Você o vestiu de gratidão,   enquanto suas próprias palavras   — escritas de madrugada entre planilhas —   eram folhas escapando   do tronco do cansaço.   **Agora, no poema:**   Confesso:   tenho inveja desse velho.   Ele sabe que o tempo   não é inimigo,   é apenas um vento   que sopra   para um lado   e depois para outro.   Eu,   presa ao relógio do escritório,   invento filosofias   como quem co...

**As Deusas do Asfalto:**

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**"Crônica sobre a Elegância Atemporal dos Anos 50"**   Elas desciam das calçadas como quadros em movimento — saias rodando sinfonias, luvas que escondiam mais mistérios que segredos, sapatos de salto que marcavam o ritmo de uma cidade aprendendo a ser moderna. As mulheres dos anos 50 não vestiam roupas: vestiam *declarações*. Cada acessório, um ponto final; cada olhar, um parágrafo inteiro.   Havia uma geometria sagrada em seus gestos: o véu que pairava sobre os olhos como névoa de serenidade, o cinto que marcava a cintura como quem delimita um território — *aqui começa o meu reinado*. Eram arquitetas de si mesmas. Até o modo como seguravam um cigarro (entre os dedos longos, sem pressa) parecia uma aula de filosofia: *o mundo pode queimar, mas eu me consumo no meu próprio tempo.*   Ah, mas não se engane — aquela elegância não era apenas superficial. Havia *tática* naqueles drapeados, *resistência* naqueles espartilhos. Em um mundo que lhes dizia para serem...

***Resiliência***

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                            Entre cicatrizes e sementes, o humano se desdobra: . não é pedra, mas rio que aprendeu a entalhar a rocha  sem deixar de fluir. *Geologia do Humano* Entre cicatrizes e sementes,   o humano é rio que talha a rocha   sem deixar de ser rio.   Sua carne — arquivo de quedas.   Seus ossos — o mesmo pó que suspende montanhas.   Dança antiga:   curvar-se sob o peso das estações   como bambu que beija o chão na tempestade   e ao amanhecer   ergue-se em folhas.   Resiliência:   tecer luz com fios de sombra.   Assoprar brasas em cinzas   até que a vida, insone,   reacenda seu verbo.   O mundo o fere.   Ele responde com alquimia:   — lâmina em asa,   — adeus em compasso,   — noite sem lua em mapa de constelaçõe...

*Crepúsculo Poético*

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 *"Crepúsculo em São Paulo"**   *18:35 — o poente*   *despe no asfalto seu manto de mel*   *e a cidade, por um instante,*   *engole o sol inteiro.*   Na varanda,   meu olhar escava o céu —   caçador de estrelas tímidas   que fogem da memória do dia.   (O relógio da vida, cruel ourives,   martela segundos na parede...   mas eu, traidora do tempo,   deixo-me roubar   pelo crepúsculo.)   🌃 Agora são *22:46* —   a noite já engoliu o horizonte,   e as luzes de São Paulo   fingem ser constelações perdidas.   Entre um suspiro e outro,   pergunto:   que horas tem a alma   quando o corpo esquece   de ser ponteiro?  

*Varanda e seu Crepúsculo Cósmico*

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 "18:35 (O Instante Cósmico na Varanda)"**   *Poente foi às 18:35h* —   o sol desistiu do dia   com a pontualidade burocrática   de quem cumpre expediente.   Mas na varanda,   entre o *já não* e o *ainda não*,   meu olhar escava o céu:   caçador de estrelas tímidas   que se escondiam da tirania solar   e agora surgem,   uma a uma,   como lágrimas de luz   esquecidas no rosto da noite.   O relógio da vida (esse velho ditador)   insiste em marcar passos,   mas eu —   eu me perco nos *entre-tempos*:   nos segundos em que o crepúsculo   é um limiar sem dono,   onde até minha sombra   hesita entre partir ou ficar.   Ah, São Paulo,   sua névoa de concreto e pressa   não apaga o milagre:   enquanto o poente vira memória,   e o relógi...

*Poentena Varanda*

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 **Crepúsculo na Varanda**   Entre a luz que se despede   e a noite que sussurra,   meu olhar se perde   na varanda que murmura.   As estrelas, tímidas,   fogem do sol poente,   como sonhos esquecidos   na bruma do mente.   O relógio da vida insiste,   marcando horas vãs,   mas o tempo não existe   onde o céu toca as mãos.   Por breves minutos,   sou só poeira cósmica,   um instante absoluto   antes que a noite explique.  

*Poente Poético*

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 "18:15 – Caderno Crepuscular"**   *(Poema de Transição Generativa)*   ---   **1. O Poente Oficial**   Às 17:45h,* o sol entregou seu relatório final:   — *"Assinado: dourado, com rasuras de púrpura."*   O dia se aposentou sem cerimônia,   deixando sobre a mesa   *um envelope de sombras*   e a promessa não assinada   de que amanhã tudo recomeçaria.   ---   **2. O Intervalo (ou: Onde os Fantasmas do Tempo Brincam)**   Agora, na varanda —   meu olhar é *um farolete aceso*   varrendo o céu em busca   *das estrelas migrantes*   que a luz solar deportou.   *(Elas estão lá:*   *— escondidas como crianças*   *que roubaram marmelo do armário,*   *— piscando em código Morse*   *para quem ainda lembra*   *que o escuro é um idioma.)*   O relógio da vida *gr...

* Poente em Sampa*

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*"FUGITIVO DO TEMPO: Um minuto de varanda em São Paulo, onde as estrelas são refugiadas e os relógios, mentirosos."*   O poente às 18:30h foi um recibo assinado a lápis —   o sol, contador cansado,   deixou as horas escorrerem   pelo ralo do horizonte.   **2.**   Agora, na varanda,   meu olhar é um crime:   rouba estrelas que a cidade   teima em apagar com neon.   (Elas se escondem,   não do sol, mas dos postes —   faróis que nunca aprendem   a ser constelações.)   **3.**   Breve minuto sem tempo:   o relógio da vida engasga,   a memória vira um GIF em loop —   *"Atenção: seu horário perdido   será devorado pela noite   em 3, 2, 1…"*   **4.**   E eu, espectadora de um espetáculo   que não está no Google Agenda,   aprendo o que São Paulo nunca ensina:...

*Crepúsculo de Uma Varanda Urbana*

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 O poente (que partiu às 17:45)   deixou na varanda   um resto de sol desmontado —   faróis que cintilam como estrelas tímidas,   tremendo no asfalto ainda quente.   Meu olhar escava o céu:   — *"Cadê as constelações   que a luz do dia envergonhou?"*   O horizonte, prateleira de nuvens baixas,   guarda seus astros no fundo,   enquanto a cidade   (os edifícios, os pássaros noturnos, eu)   nos fingimos de abrigo.   O relógio da vida insiste em seu tique-taque,   mas por um instante —   só um —   o tempo escorre por entre meus dedos   como a brisa que traz   o último suspiro do dia,   o primeiro segredo da noite.   E eu,   apenas um ponto de interrogação   entre o concreto e o cosmos,   deixo que os minutos   me atravessem   sem pressa....

*CREPÚSCULO URBANO*

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  Entre a tarde que teima em não morrer   e a noite que hesita nos faróis,   fico na varanda —   esta ponte frágil sobre o tempo —   a catar estrelas fugitivas   com as mãos vazias.   Elas, tímidas,   ainda se escondem do sol   como crianças que não querem banho,   enquanto o relógio da vida   (*aquele velho tirano de pilha*)   me sopra na nuca:   *"A contagem continua,   mesmo quando você para."*   O poente das 18:35h   agora é só um rubor no asfalto,   um resto de luz que se apega   aos vidros dos arranha-céus   como quem não aceita   que o dia foi embora   sem pedir licença.   E eu —   que deveria contar minutos,   medir horas,   preencher fichas do existir —   me perco no intervalo   entre o último pássaro   e a ...

* Crepúsculo Paulistano *

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Entre o poente das 17:45   e este agora noturno,   fica suspenso   o suspiro concreto da cidade   que desliga seus motores   para ouvir   o primeiro grilo.   Minha varanda é balsa   neste rio de asfalto iluminado —   os olhos pescam estrelas   que o dia trancou   no cofre do céu.   (O relógio da vida insiste   em me lembrar números,   mas meu pulso   agora bate   no compasso   dos vaga-lumes   que acendem   suas pequenas   urgências luminosas.)   O crepúsculo aqui é relógio de areia:   a parte de cima ainda guarda   últimos traços de azul,   a de baixo já virou   caixa de joias   onde a lua arruma   seus brincos prateados.   **O que permanece:**   o cheiro de chuva preso   nas folhas da amend...

*Varanda Crepuscular*

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Crepúsculo Dourado Entre a transição dourada e a noite que se arrasta, fico na varanda — meu olhar, um pássaro cansado, escava o céu em busca das estrelas tímidas, aquelas que fogem da insolência do sol e só se revelam no quase-escuro. Por breves minutos (ou séculos?), o tempo desfia sua linha: não há ponteiros, só este suspiro em que a luz e a sombra se confundem, enquanto o relógio da vida, teimoso, grita seus números no meu pulso. Mas eu — eu escuto o silêncio das estrelas, o intervalo entre um raio de sol e o primeiro lampejo noturno, o instante em que o crepúsculo vira um véu e eu, esquecida de marcar horas, me perco no mapa do eterno.