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Mostrando postagens de outubro, 2025

*A Águia Não Voa — Assina o Horizonte*

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“Onde o vento é mais puro e o silêncio tem eco, a águia lembra:   voar é estar em paz com as alturas. “Sobre os lagos andinos, a águia desenha círculos no céu — cada voo,  um verso solto na paisagem. 🦅✨ “A águia não voa — desenha o invisível.  Seus olhos leem o vento, suas asas cortam o silêncio.  No lago andino, entre montanhas e céu, ela é um lembrete:  algumas alturas só se alcançam quando se entende que voar é uma conversa íntima com o infinito. 🦅🦅🦅 “ Algumas escolhas não são entre certo e errado — são entre um voo e outro voo.”

*Águia, Um Espírito que Voa*

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A águia andina, majestosa e altiva, Possui olhos que penetram o infinito, Asas que cortam o vento com precisão, Garras que agarram a liberdade com força, E um espírito que voa além das alturas. Alguns voos começam no chão — quando a alma entende que sempre teve asas.” 🦅 POEMA: A ÁGUIA QUE VOAVA DENTRO DE MIM A águia andina não voa — desenha o invisível. Seus olhos não veem — traduzem o horizonte. Suas asas não batem — esculpem o vento. Ela não caça: escolhe. Não domina: habita a altura. E quando plana sobre o lago azul, não é um pássaro — é um estado de graça entre a montanha e o céu. A águia não tem pressa. Ela sabe que o voo não é sobre chegar — é sobre permanecer no ar, entender os fluxos, confiar nas correntes, e lembrar que o chão é apenas um lugar de onde se parte, não para onde se volta.

*O Homem a Ilha e o Farol*

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Ilha. Farol. Silêncio. A jornada de quem se perdeu para se encontrar.  🌊 POEMA: A ILHA QUE ERA UM HOMEM Cheguei em pedaços, não por acidente — por entrega. O mar não me trouxe: devolveu-me. A ilha não tinha nome, nem eu. Éramos dois estranhos feitos do mesmo silêncio. O farol — meu irmão de pedra e luz — não apontava para fora: iluminava o abismo que eu carregava dentro. Aprendi a ser ilha: despi-me de mapas, de memórias, de âncoras. Minha pele virou areia, meus ossos, rocha, meu sangue, maré. O vento sussurrava: “Quem se perde no mundo encontra-se no centro.” E eu, navegador de mim mesmo, achei porto no olho do furacão. Agora, quando a noite cai e as gaivotas se calam, já não sei onde termina o farol e onde começo eu. Somos o mesmo verso escrito a luz e sal — o mesmo canto que ecoa do abismo e não pede resposta. Pois não há mais náufrago. Não há mais ilha. Só há o eterno diálogo entre a solidão e o infinito — e um farol que, afinal, sempre soube que sua única missão era iluminar ...

*O Sino e a Orquídea*

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O SINO E A ORQUÍDEA: SEGUNDO MOVIMENTO” O sino não cala – espreita. Sua boca de bambu só se abre quando a orquídea suspira um verso que ninguém ouve a não ser ele, o guardião de jade que aprendeu que algumas músicas não são para a multidão – são para uma única flor. O vento insiste, rosna, chacoalha as placas com ciúmes de quem não entende que alguns amores preferem o idioma do quase-silêncio ao barulho do mundo. E assim vivem: ela, orquestrando com pétalas seu concerto invisível; ele, traduzindo em um só tilintar toda uma geografia de montanhas verdes e devoção. Não é romântico no sentido humano – é divino. Porque às vezes Deus é isso: um sino que só toca para uma orquídea, e uma orquídea que só se mexe para ser ouvida por ele.