*As Asas das Gaivotas, Cospem Luz Salgada*

 ** O Azul que Vazava entre as Asas**


🌊 **Poema-MarĂ© (para a foto que o tempo nĂŁo apagou)**  


*"Gaivotas no Barco ImĂłvel"*  


---  


*"O mar me emprestou asas falsas—*  

*enquanto as gaivotas riscavam o cĂ©u,*  

*eu, feito pedra Ășmida,*  

*deixava o barco balançar*  

*meu corpo sem voo.*  


*Todas aquelas asas brancas*  

*eram cartas rasgadas do vento:*  

*ninguĂ©m as lia,*  

*nem eu,*  

*mas doĂ­am como adeus."*  


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*"Fui um ponto fixo*  

*no meio do caos alado—*  

*o mar inventava caminhos,*  

*as gaivotas inventavam destinos,*  

*e eu, quieta,*  

*era o centro*  

*de um universo*  

*que nĂŁo me pertencia."*  


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