*O Céu de Cabeça para Baixo*



 

"Varanda Urbana (Cronista da Chuva)"**  

*"Minha varanda é um palco molhado*  
*onde a chuva escreve cartas*  
*com tinta de nuvens rasgadas.*  
*As telhas gotejam sílabas —*  
*'in-ver', 'pa-ra', 'ca-ir' —*  
*e cada poça no chão*  
*vira um cosmos de mentira:*  

*O céu de cabeça pra baixo,*  
*a nuvem que era meu teto,*  
*o pássaro que voa ao contrário,*  
*e eu, afinal,*  
*só uma mancha de sal*  
*esperando o sol*  
*me devolver*  
*ao meu lugar*  
*de mulher-terra,*  
*de quintal-céu,*  
*de silêncio que ecoa*  
*até nas poças secas."*  

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