*No Rio da Vida, Reflexos do Passado se Encontram.*
*"Águas que fluem, pensamentos que vagueiam"*
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| "E eu, um observador, perdido no fluxo do tempo" |
**Margem do Eterno**
O rio não tinha pressa. Suas águas cor de âmbar enrolavam-se sobre pedras antigas, murmurando segredos que só Elar compreendia. Era ali, naquela curva calma, que os reflexos dançavam. Rostos desfocados, vozes sem som, momentos perdidos — **o passado não estava morto; flutuava**, fragmentado na superfície.
Elar mergulhou os dedos na corrente fria. Uma gota suspensa na ponta de seu indicador brilhou ao sol poente — **o presente**. Frágil. Transitória. Enquanto isso, à sua frente, o rio alargava-se até sumir no horizonte, transformando-se num **mar sem margens** — o futuro, vasto e indecifrável.
Não era medo que sentia, mas uma quietude solene. Cada reflexo que se formava e se desfazia na água era um encontro consigo mesmo em outra época. Os erros, os amores, as dores — tudo se dissolvia, mas não se apagava.
**Ele era a observador silencioso, parado na margem, enquanto o tempo o atravessava como um rio através de uma rocha.**
Perdido? Talvez. Mas havia uma verdade no fluxo: pertencer ao rio não significava afogar-se. Significava **saber-se parte da correnteza eterna**. Enquanto houvesse água, haveria reflexos. Enquanto houvesse vida, haveria tempo para contemplar a dança das sombras na luz.
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"Águas que fluem, pensamentos que vagueiam,
No rio da vida, reflexos do passado se encontram.
O presente é uma gota, o futuro é um mar,
E eu, um observador, perdido no fluxo do tempo."
Esse verso busca capturar a essência da reflexão e da contemplação, simbolizando a passagem do tempo e a busca por significado.

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