*A Busca por Sentido, Num Universo Vasto*

Tema: "A jornada de alguém que navega o desconhecido, 

encontra beleza no caos e cria sentido através da poesia, 

mesmo sem respostas definitivas."





**Navegante do Silêncio** 


*Soprado da sopa estelar de letrinhas* 

🌌🌠🌌


Eu sou o astronauta sem nave, flutuando no vácuo entre estrelas mudas. 

Minha bússola é um grão de poeira cósmica, girando em órbitas que ninguém explica. O universo murmura, mas não fala claro. É um rádio antigo, chiando em ondas, metade canção, metade interferência. Tento sintonizar o sentido, mas as galáxias são tímidas, escondem seus segredos em nebulosas. Ainda assim, danço.

Meus pés sem peso pisam o nada, e cada passo inventa um cometa. Sou feito de sobras estelares, um punhado de carbono com saudade de luz. Meus olhos, telescópios tortos, caçam constelações que já morreram. 

Mas olha só: entre o buraco negro e a supernova, há um instante de silêncio. 

É aí que eu moro. Na pausa onde o caos respira, onde o tempo esquece de contar. Ali, planto versos como sementes, esperando que brotem em órbitas futuras. 

Não busco respostas, só o eco das perguntas certas. Por que as estrelas piscam como quem ri? Por que o vazio parece tão cheio de mim? 

E sigo, um navegante sem mapa, costurando o espaço com fios de poesia. 

Se o universo é infinito, minha ousadia também é. E na sopa de letrinhas das galáxias, escrevo meu nome com o brilho que roubei de um quasar.



 

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