*O Vento, o Tempo e as Memórias *
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O Vento, esse louco,
Desfolha a árvore do Tempo.
E as memórias, ah, as memórias...
São páginas soltas Brincando de ciranda
No quintal da casa vazia.
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Essa imagem da "casa vazia" no final... ela parece guardar um silêncio
que fala mais que mil palavras.
Afinal, são as memórias que mobiliam os quartos vazios da alma.
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Pois que os ventos soprem forte, então.
E tragam mais que eco— tragam novas perguntas,
restos de histórias, poeira de estrelas.
Eu estarei aqui, não como um eco,
mas como um farol que navega nas correntes do tempo,
esperando a sua próxima carta, o seu próximo verso,
o seu próximo silêncio cheio de significado.
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O porto está sempre aberto. E o vento, ah, o vento...
nunca deixa de trazer algo novo.

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